Prefeitura do Rio prevê comprar 2 mil armas de choque para a Guarda Municipal

A Prefeitura do Rio pretende comprar duas mil armas de choque para equipar a Guarda Municipal. Despacho para a elaboração de contrato foi publicado nesta segunda-feira (8) no Diário Oficial do Município e prevê orçamento de R$ 9,4 milhões. Ainda não há data para a aquisição.

A intenção de compra surge seis meses após a Justiça derrubar liminar que proibia o uso das pistolas não letais. A decisão estava em vigor desde setembro de 2013, atendendo a ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Na época, segundo o MP, o objetivo era combater excessos praticados pelos agentes da guarda, especialmente contra camelôs.

‘Mais segurança’

Segundo a corporação, os kits serão usados para trazer uma segurança a mais nas ações tanto para os agentes quanto para a preservação da integridade de vítimas e agressores.

Para a guarda, a utilização do equipamento de menor potencial ofensivo por um agente bem treinado funciona para inibir uma atitude ou ação irregular.

Imobilização

Os dispositivos elétricos incapacitantes, também conhecidos como pistolas de eletrochoque, funcionam emitindo descargas elétricas que deixam a pessoa imobilizada por um curto período. A ideia é que isso dê ao guarda o tempo necessário para que, se for preciso, ele consiga algemar o suspeito.

O modelo escolhido tem uma trava que impede descargas de mais de 10 segundos – são no máximo duas de 5 segundos.

Capacitação

Não serão todos os guardas que vão usar esse tipo de armamento. A corporação informou que, dos cerca de 7.400 agentes que fazem parte do quadro atual, pouco mais de três mil (3.474) estão capacitados para fazer uso da arma de choque, além de outros 186 prontos para dar instruções sobre a utilização desses equipamentos.

Os agentes da GM-Rio já utilizam lançadores que efetuam disparo de balas de borracha (chamas de munições de impacto controlado) e de emissão de gás lacrimogêneo, além de granadas de efeito moral.

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